Por que o RH precisa assumir o protagonismo?
Rodrigo Machado 2 min de leitura
O RH que conhecíamos é parte do passado. De um papel coadjuvante e operacional, evoluiu para uma posição estratégica, impulsionado pela urgência de alinhar a gestão de pessoas aos objetivos das empresas. Esse novo modelo exige uma transformação de mentalidade, mais alinhamento com os negócios e a adoção de um comportamento mais estratégico.
Mas quais os caminhos para o RH assumir um papel de destaque, influenciar decisões e participar ativamente das estratégias da empresa?
O primeiro passo é focar em números e na atuação conjunta com os setores. A Nova Geração de RH deve ser um espaço de diálogo com as lideranças, entendendo as reais necessidades dos setores e atuando de forma a focar em modificar indicadores negativos acompanhando o resultado deste trabalho através destes indicadores.
“É preciso o RH se reconhecer, ganhar clareza sobre quais os objetivos do negócio criando projetos alinhados a eles. Os próprios processos padrões também precisam estar alinhados. Se uma empresa precisa reduzir custos, a avaliação 360 graus deve estar focada em analisar a disposição do profissional em otimizar processos, criando PDIs, que capacitem e direcionam os profissionais”, segundo o especialista em gestão de pessoas focada em resultados e CEO da InCicle, Rafael Giupponi.
Segundo ele, o importante, mas muito negligenciado é acompanhar esses indicadores de evolução do Plano de Desenvolvimento Pessoal e conhecer o efeito gerado, pois não adianta um PDI concluído, sem que o resultado em si, usado no nosso exemplo de redução de custo, seja afetado.
“Apesar da clareza em torno do tema, os desafios continuam sendo muitos e tendem a aumentar nos próximos anos. Um dos principais entraves é estrutural. A maioria dos RHs ainda opera sem acesso às ferramentas adequadas. Isso torna difícil evoluir para modelos estratégicos”,afirma.
Giupponi disse ainda que não podemos ignorar o fator humano: os próprios profissionais precisam se reinventar e dar esse primeiro passo para dominar dados, entender de negócios e desenvolver visão sistêmica, capaz de influenciar decisões com base em dados.
“Nos próximos anos, o RH será desafiado a lidar com cenários cada vez mais complexos como a hiperconectividade, Inteligência Artificial, pressão por performance, além de temas como saúde mental. Só sobreviverão aqueles que tiverem a capacidade de demonstrar o impacto de sua atuação no negócio como um todo. Se o RH não mede o resultado do que faz, ele corre o risco de não fazer diferença nenhuma”, conclui.

Sobre o autor
Rodrigo MachadoJornalista
Jornalista com 20 anos de experiência e editor do Portal RH Extraordinário. Atua na assessoria de imprensa e no posicionamento institucional da InCicle e do CEO Rafael Giupponi, além de produzir o podcast A Quarta Cadeira. Escreve sobre Gestão de Pessoas, tecnologia, comunicação e futuro do trabalho.
Comentários
Continue lendo

Gestão por competências: guia prático para o RH
Entenda o que é gestão por competências, como mapear hard e soft skills por cargo, implantar em 6 passos e medir a evolução do time com indicadores objetivos.

InCicle aplica NR-01 na gestão de riscos
A atualização da NR-01 amplia a responsabilidade das empresas na gestão de riscos psicossociais, como estresse e sobrecarga. Diante do desafio de estruturar essas informações, empresas passam a adotar tecnologias para organizar dados e apoiar a tomada de decisão. Nesse cenário, soluções como a desenvolvida pela InCicle surgem como suporte à aplicação prática da norma.

Gestão de pessoas e produtividade: por que sua empresa precisa de um sistema integrado de RH
Porta-voz do RH Extraordinário, Rafael Giupponi mostra como o ecossistema da InCicle transforma cultura organizacional, gestão de pessoas e produtividade em resultados verdadeiros.