Engajamento no trabalho redefine resultados das empresas
“É uma peça-chave para que o RH contribua efetivamente para os resultados do negócio”, afirma Rafael Giupponi
Rodrigo Machado 2 min de leitura
A crise de engajamento nas empresas está em patamares críticos. Mais de 60% dos funcionários permanecem desconectados das estratégias centrais de suas organizações, conforme levantamento realizado pelo Instituto Gallup (Exame, 2023). Este cenário complexo exige uma ruptura imediata com benefícios tradicionais e programas pontuais, forçando líderes a repensar, de forma urgente, o futuro das práticas de conexão interna.
Para especialistas em gestão de pessoas, o engajamento se tornou um indicador de performance tão estratégico quanto vendas ou produtividade. “O engajamento não é um luxo ou um diferencial. É uma peça-chave para que o RH contribua efetivamente para os resultados do negócio”, afirma Rafael Giupponi, CEO da InCicle e especialista em gestão de pessoas focada em resultados.
Muitas organizações implementaram redes sociais corporativas para otimizar a comunicação interna e ferramentas que permitem ao colaborador acompanhar seus resultados em tempo real. Além disso, valorizaram o feedback contínuo como prática de gestão. Por outro lado, as Startups investiram em um modelo de trabalho atrativo, apostando em ambientes colaborativos, flexibilidade de horários e programas de bem-estar que integram saúde física e mental.
Na InCicle, o engajamento é uma prática diária e estruturada. Segundo Giupponi, a empresa sustenta a motivação e a conexão da equipe em pilares estratégicos. Entre eles, destacam-se os bate-papos periódicos que unem colaboradores e líderes, treinamentos constantes e direcionados especificamente para as atividades de cada time, e o programa NEXTiN, que traz profissionais renomados para compartilhar conhecimento e inspirar a equipe.
“Além disso, momentos informais no Café Imperial, a biblioteca interna, reuniões às sextas e happy hours semanais, refletem nosso compromisso em criar um ambiente onde pessoas se sentem ouvidas, reconhecidas e inspiradas a entregar resultados”, afirma Giupponi. Para ele, engajamento é fruto de uma combinação de atenção às pessoas, comunicação aberta e experiências que unem aprendizado, propósito e convivência.
Entre as tendências que despontam para 2026, a gamificação do dia a dia corporativo deve ganhar força, estimulando o engajamento através de desafios, metas e recompensas mensuráveis. Ferramentas de People Analytics também se consolidam, permitindo que líderes identifiquem comportamentos, antecipem demandas e construam estratégias mais assertivas de retenção.
Além disso, iniciativas de impacto social devem se tornar parte central da experiência do colaborador, alinhando propósito individual e organizacional. “A empresa que não engaja seus colaboradores pelo propósito corre o risco de perder não apenas talentos, mas relevância no mercado”, alerta Giupponi.
O ano que se encerra mostrou que engajamento não se resume a eventos corporativos ou ações isoladas. É uma construção diária, que exige liderança ativa, comunicação transparente e cultura organizacional consistente.
“Faz tempo que o RH deixou de ser apenas suporte para se tornar protagonista do negócio. Para 2026, a aposta está em tecnologias que aproximam, mas, sobretudo, em pessoas que se sentem ouvidas, valorizadas e conectadas ao propósito da empresa. No final das contas, ferramentas são meios, mas o que realmente move o engajamento é o olhar humano e estratégico de um RH extraordinário”, conclui.

Sobre o autor
Rodrigo MachadoJornalista
Jornalista com 20 anos de experiência e editor do Portal RH Extraordinário. Atua na assessoria de imprensa e no posicionamento institucional da InCicle e do CEO Rafael Giupponi, além de produzir o podcast A Quarta Cadeira. Escreve sobre Gestão de Pessoas, tecnologia, comunicação e futuro do trabalho.
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