A retenção de talentos passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas. Em um mercado marcado por alta rotatividade, escassez de profissionais qualificados e pressão constante por resultados, manter colaboradores estratégicos tornou-se um indicador direto de saúde organizacional e continuidade do negócio.
Uma pesquisa global da McKinsey, realizada em 2025, aponta que organizações com práticas estruturadas de gestão de pessoas conseguem reduzir em até 25% a taxa de turnover voluntário. O estudo também identifica ganhos relevantes de produtividade e engajamento, especialmente em empresas que adotam processos claros de acompanhamento de desempenho, desenvolvimento contínuo e liderança baseada em dados.
Não à toa o tema ganhou ainda mais relevância nos últimos anos. A 30ª edição do Índice de Confiança da Robert Half mostra que a retenção de talentos é hoje a maior preocupação das empresas brasileiras, superando produtividade e lucratividade. O levantamento ouviu 387 gestores e profissionais de recrutamento e indica que a retenção subiu duas posições em relação ao ano anterior, enquanto a atração de talentos também avançou na lista de prioridades.
Os dados reforçam um ponto central e mostram que a permanência dos profissionais está diretamente ligada à atuação da liderança imediata. Gestores que acompanham indicadores, promovem feedbacks frequentes e conectam metas individuais à estratégia do negócio formam equipes mais estáveis, aponta o especialista em gestão de pessoas focada em resultados e CEO da InCicle, Rafael Giupponi.
Segundo Giupponi, organizações que estruturam trilhas de aprendizado, planos de carreira e mentorias reduzem desligamentos causados pela falta de perspectiva de crescimento. “Talento não sai apenas por salário. Sai quando não enxerga futuro dentro da empresa. Por isso sempre falo que a experiência do colaborador precisa ser pensada de ponta a ponta, desde o processo seletivo até a evolução”, afirma.
Nesse contexto, o onboarding se consolida como etapa estratégica dentro do conceito de RH Extraordinário. Levantamento do Brandon Hall Group indica que processos de integração bem estruturados aumentam de forma significativa a permanência de novos profissionais, reforçando a importância de uma entrada planejada, consistente e alinhada à cultura organizacional.
Nesse movimento, empresas que buscam um RH Extraordinário avançam na estruturação de políticas de reconhecimento e recompensa. Embora tenham funções distintas, as práticas atuam de forma complementar na retenção de talentos. O reconhecimento fortalece o vínculo emocional e o sentimento de pertencimento, enquanto a recompensa assegura a percepção de justiça e valorização do desempenho.
A tecnologia consolida seu papel como base do RH Extraordinário. Soluções de gestão de pessoas, como a InCicle, ampliam a capacidade das empresas de monitorar desempenho, engajamento e riscos de desligamento com mais precisão, reduzindo decisões pautadas apenas em percepção. Para Rafael Giupponi, “o RH extraordinário se apoia em dados para antecipar cenários, fortalecer a liderança e transformar informação em ação”.





